DA PROFISSÃO DA BAILARINA

O mister da bailarina é fazer dos pés duas asas: sincrônicas, exatas: apolíneas. E, se na construção dessa forma atemporal, infinita estiver contida uma paixão, um sangramento entre unhas torturadas, o mais dionisíaco dos transes extáticos, o alívio orgástico diante dos aplausos, tudo isso tem de ser invisível: na cena, móvel e estática, medida no tempo compassado e transbordante deste por analogia à Idéia, eterna e etérea, do Belo, só pode aflorar a precisão das Asas e seu Vôo...

 

Não importa haja um Ícaro morto por trás das cortinas.

 

 

 

Foto doméstica: uma bailarina clássica e eu

 

 

Please reload

Postais em destaque

VERSOS ÍNCUBOS

17.11.2019

1/14
Please reload

Postais recentes

13/12/2019

Please reload