LIVROS

 

O que você acha que seria prioritário fazer para criar oportunidades para valorizar e divulgar o trabalho dos escritores e artistas brasileiros no Brasil e no exterior?

O Estado deve ser parceiro das iniciativas privadas. Hoje, vejo isso com muita clareza. E convicção. Quando os governos progressistas do Brasil começaram a trabalhar com regimes de concessão, estive entre aqueles que se perguntaram: o que é isso, privatização? Mas estava errado, então: o regime de concessão e qualquer outro em que o Estado entre como parceiro da iniciativa privada — mantendo-se como “o dono da bola” — é o caminho. Isso está no anarcossocialismo de Proudhon, por exemplo, que propunha o Banco do Povo e o Banco do Câmbio: duas entidades públicas a darem suporte às iniciativas privadas. O Brasil será, em pouco tempo, seguindo as políticas que segue na atualidade, uma Suécia de dimensões continentais — algo nunca visto na História, até aqui; e não pode haver melhor parceiro para os escritores que esse.

(Entrevista à A.C.I.M.A. - Associazione Culturale Mandala)

Versos Íncubos

 

ISBN 978-85-366-3634-4

O poeta e artista plástico inglês William Blake (1757 – 1827) tem o seu estilo, muito peculiar, definido como — arte fantástica. Diria que os textos predominantes na obra em questão merecem ser chamados também, como os de Blake, de poesia fantástica. São poesias de tema amoroso que têm como tônica a tentativa do eu-lírico de sugestionar a bem-amada a perceber a sua presença sensorialmente através dos versos e, assim, envolvê-la. Entanto, o livro não se resume à poesia fantástica. Há, em seqüência a esta, uma forma de versejar exacerbadamente sensual e, por vezes, apaixonada, incandescente. A temática amorosa na obra nem sempre passa pelo fantástico ou pelo sensual; temos o amor tratado de modo mais psicológico e singelo, com o flagrante dos conflitos internos e momentos de solidão que envolve. Finalmente, o livro inclui poesias de temáticas outras, além da amorosa: há textos de conteúdo político e, outrossim, de reflexão filosófica em sentido estrito, além daqueles que fazem a crônica e a antropologia livre da cidade do Rio de Janeiro.

 

Amor Fati e Ciclo dos Ciclos

Entrevista de trinta dias à atriz e colunista da Revista História Oculta, da Editora Mythos, Marina Cervini, que também é designer gráfico e ilustra todo o livro com uma série de artes feitas exclusivamente para esse trabalho, as quais valorizam a nudez e a beleza do corpo feminino.

As perguntas feitas pela atriz rodriguiana de teatro, ensejam reflexões do autor sobre temas tais como amor e dor, saudade, solidão, apreensão da intuição de outrem por meio da inteligência empática, projeção necessária da identidade na teoria do conhecimento, catasterização do ilimitado de nós em oposição à idéia de morte, amor fati, eterno retorno do mesmo e o ciclo dos ciclos que a ciência contemporânea permite abstrair poeticamente para sanar as ficções do vazio interior e da destruição do passado.

Obra marcante, concisa e que abre caminhos para uma nova visão de mundo de construção inteiramente brasileira e direcionada às necessidades nacionais, disponível aqui para download gratuito.

O Gordo 

— partipação em antologia

 

 

Texto premiado em concurso internaciona: I Concurso Literário Contos Grotescos - Prêmio Edgar Allan Poe, de que participaram brasileiros e portugueses.

Escrevo, de há muito, contos e novelinhas grosseiros, sensacionalistas, invariavelmente alusivos a pessoas reais com que travei contato. Chamo a essa prosa ruim, feita para ser encarada sem muita seriedade, exceto pelas "vítimas", — a minha literatura menor. Eis aqui uma mostra dessa literatura parda, que me serve para veicular recados pessoais, vinganças cruéis, desaforos e até cantadas enternecidas, porém proibidas, além de confissões do inconfessável em relação à minha própria vida.