POTRO NEGRO

Surge        de entre nuvens de cobre desfeito em gás no cimo da tarde negro, o potro negro. Ergue-se em duas patas escalando o ar, relincha e — relâmpagos racham o céu por trás! — desata a descer a colina animal que os ventos negros traz entranhados no pêlo e galopa e galopa, galopa e galopa, e a tempestade trás! pulsando mais vivaz e mais! a cada batida dos Cascos no solo; e galopa e galopa e galopára e gira, e vai trotando, vai trotando, vai trotando e vai tramando pelo ar sombra e fulgor, e vai tramando tempestade e noite urdindo vento trovão e pingos grossos de sol-pôr. Igor Buys Poesia de Juventude In 'Manelo de Áscuas'; 1999

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