Sobre DERIVA DOS CONTINENTES e LAKSHIMI

Uma loura lactante, mãe há poucos meses, biquíni de onça, perdida em si mesma e a procura de Deus; uma mulata, vestida de prata balé e samba; um homem vestido de silêncios.

Essa minha mesma história com duas mulheres, -- duas jovens mulheres, uma loura de vinte ou vinte e um anos, já mãe e, então, lactante, e uma mulata passista de escola-de-samba, mais ou menos, da mesma idade -- rendeu duas poesias publicadas em Versos Íncubos, 2014: DERIVA DOS CONTINENTES e LAKSHIMI. Esta última é uma melhor poesia.

Creio que as tenha conhecido em 2013. E estive absolutamente obcecado por estar com elas, embora não tenha sido a minha primeira experiência com ménage. Foi como uma breve paixão, um tanto singular, na medida em que só fazia pleno sentido se estivesse com ambas ao mesmo tempo.

Disseram-me, mais tarde, quando já não podia mais confirmar a informação com as próprias, que elas nunca tinham feito sexo uma com a outra antes de me conheceram... Não sei se é verdade. Mas, se a intriga tinha o objetivo de me gerar má consciência, foi relativamente bem-sucedida.

A partir de um certo momento, nunca mais as vi nas noites cariocas.

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