A NINFA DA LAGOA VERDE

Na ilha em que habito
existe uma lagoa verde.

 

Não, não falo daquela em que os veranistas se ba-
nham! cortada de lanchas: deveras uma laguna de
mar esmeraldino e belo como poucos há nos mapas.

 

Quanto à minha lagoa verde, só eu a conheço:
só eu sei da trilha para lá, onde tem fim e começo.

 

Na ilha em que realmente habito,
insulada em relação à alheia,
existe uma lagoa verde, de águas doces,
tão doces…, que o sol quando a toca cristaliza 
em mel e a luz fria a flagra quase branca.

 

Ali me escondo de tudo, de todos
e redescubro o menino azulado em mim,
capaz de segredos, amores eternos.

 

Ali mergulho, -- à sua margem, meu terno
de areia e formigas; ali me lavo e purifico
em chama verde. Em sonhos ternos
me renovo e cogito esperanças, sem ânsias.

 

A lagoa verde é o meu sagrado sem grades,
sem gessos: tangível metafisicamente.
E a ela me guia, no mais pleno, perfeito
sorriso, sacerdotisa nua e amiga da lua,
-- a Ninfa… Ai.
A Ninfa da Lagoa Verde.

 

 

Igor Buys
Ilha Grande, 10 de julho de 2018

 

 

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