SETE DOSES E MEIA

Do meio da semana até aqui, sábado de manhã, esta foi uma semana alcoólica.

 

Cheguei do Rio na terça à noite e na quarta, à tarde, fui beber e comer uns pastéis no Bardjeco, com uma bela vista para a Enseada do Abraão e um vento muito refrescante adentrando pela janela ao meu lado.

 

Na quinta, à noite, comecei no La Lapa (link de duas semanas atrás), um lugarzinho novo e agradável na rua principal. O dono da casa, trabalhava no Canoa, lado esquerdo do Cais de Turismo, e sabe fazer drinks. Trata-se de um italiano que desistiu de se apresentar como Andrea no Brasil, e, sobretudo, no Estado do Rio, onde a gozação é institucional e orgulhosamente herdada dos índios. Assim, podemos chamá-lo de André. Na verdade, ele nunca se apresentou como Andrea na minha frente; fui eu quem inferi que era chamado assim pelos seus pais, quando soube que era italiano.

 

Do La Lapa, fui para a minha choperia, a Cevada, na mesma rua principal e na dita "rota do álcool". Já tinha comido algo no La Lapa, mas é aí que gosto de pedir um filezinho aperitivo e passar mais tempo com as supostas almas penadas da Ilha dos fantasmas. Há algo de lúgubre no prédio sobre que falo de outra feita.

 

Já me despedi da minha cidade natal tomando umas duas Caipirinhas, mas ontem, sexta, fechei a semana útil -- dos outros, porque eu trabalho todos os dias em tempo integral -- com três Caipirinhas muito bem feitas pelo Ronam no Master, essa taberna de paredes amarelas como o submarino dos Beatles que de dia é restaurante self-service sem balança e à noite hamburgueria. O detalhe está no fato de que a Caipirinha que o gerente faz para mim leva duas doses e meia de cachaça e o titio saiu de lá ontem inteiro, bem ereto e de passo firme, brincando, mostrando fotos e contando histórias. Folião de raça.

 

 

 

Ontem no Master

 

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