SE DROGA NÃO FOSSE BOM... (OU PROIBIÇÃO E DELÍCIA)

Um apologista de drogas ilícitas me fez uma provocação que considerei extremamente interessante e pautada num tipo raro de razoabilidade: aquela que é instrumental para perscrutar o óbvio: para pôr um ovo de pé, para romper o Nó Górdio de um só golpe! atributo de grandes homens.

 

Disse-me o tal Fulano: "se droga não fosse bom, não precisava ser proibido". Abaixei os olhos, procurei o queixo... e respondi: você está certo. Agora, observe, em paralelo, que, consoante sua premissa, se -- matar não fosse bom, também não precisaria ser proibido. E com as penas mais altas previstas.

 

O apologista arregalou os olhos, fez menção de ir embora, mas eu não permiti: desenvolvi o argumento por um bom tempo ainda, tomando o meu desjejum, enquanto ele parecia cada vez mais contrafeito e até algo tremebundo. Nada como discutir lógica pela manhã.

 

Igor Buys

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