[Vi O Mundo] Igor Buys: O Bloco Negro e as fantasias fascistas ocultas

 

A crítica [de Marilena Chauí] é novamente precisa. É aguda, cirúrgica e dura, extremamente dura. Sobretudo, porque aproveita, não só aos jovens do Bloco Negro, mas a toda a esquerda, que visa pessoas renitentemente: Fora Cabral, Fora FHC; Fora Alckmin, Fora Collor, fora este, fora aquele. Esse modelo — aliás, façamos justiça, criada pela Convergência Socialista, ou PSTU para conclamar a sociedade a pedir o impedimento de Fernando Collor — tem sido uma marca das esquerdas, desde então. E trata-se de um grito de guerra que visa a pessoas.

 

[...]

 

Zizek diz que todos temos as nossas fantasias fascistas ocultas e, como desnuda a filósofa, essas unidades entre pessoas que formamos para atacar outras pessoas e para nos protegermos, mutuamente, são sempre, inelutavelmente, persecutórias, logo, na sua extensão ao campo político: fascistas. Portanto, devemos, todos os progressistas, inclusive o Bloco Negro, tomar muito cuidado com o abuso promíscuo desses esquemas de aglutinação em torno de ações antipessoais: contra indivíduos mais que contra idéias equivocadas, conceitos e preconceitos enferrujados, sem renunciar, por outro lado, à prerrogativa de pedir impedimentos de políticos e agentes públicos políticos em casos de necessidade real e urgente de tal recurso.

 

 

Texto completo no VI O MUNDO

Leia também: UMA NOITE COM O BLACK BLOC

 

 

 

 

 

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