BALLO IN MASCHERA

Vejo três não-convidadas presentes aqui, A, B e C. A está vestida de azul dos pés a cabeça; B de "total black", por assim dizer; e C de Carmesim. As cores são perfeitas para cada qual, observe-se. E cada qual tem uma máscara no rosto, estilo carnaval de Veneza. As plumas, sobretudo, correspondem às cores que vejo. Bem assim, as lingeries. E os sapatos de saltos altos e pontiagudos: ninguém entra aqui de salto baixo.

 

Sintam as máscaras, as vestes sobre seus corpos. A lingerie de B, ou melhor, de Black é inteiriça e translúcida: um body de abrir por baixo. A de C, ou Carmesim, é em duas peças com... não sei, algo em relevo..., umas sainhas sobrepostas. A lingerie de A..., ou Anil (melhor apelido que Azul), bem, esta é translúcida no meio, mas inteiriça. As partes correspondentes às duas peças são opacas e ela tem uma espécie de capa também translúcida sobre os ombros e amarrada no pescoço.

 

Quero que B e C se ajoelhem; A não precisa, pode ficar de pé. Sintam os joelhos batendo apressados, ao meu comando, sobre o assoalho frio. A climatização está bem forte: sintam, as três. Arrepiem-se diante do ambiente gelado; eu estou deitado na cama a sua frente, tenho um lençol de cetim preto, como os da minha casa, que já viram em fotos, cobrindo parte do meu corpo.

 

Black, estendo a mão primeiro para você. Vem... Pega na minha mão; pode se levantar, não precisa andar de joelhos. Senta-te aqui, sobre a minha pélvis e ponha esses... lindos, deliciosos pés, por que ando apaixonado, sobre o meu rosto. Hunm... Ajeita o meu falo ao comprido, por favor, debaixo das tuas nádegas, assim como... um cachorro quente... a aproveitar o calor do teu corpo delicioso. Hunm, vontade de chupar essas solinhas, esses dedinhos. Esfrega os pés, um e outro, sobre a minha língua quente, gulosa. Franze essa carninha para mim e me sente pulsando debaixo de ti. Delícia…

 

C, ou melhor, Carmesim, levanta e vem beijar a tua... companheira de alcova na boca. Retira a máscara dela e deixe que ela retire a tua. Joguem isso pelo chão. E se beijem, rocem as línguas, segurando uma no seio da outra. Black, Total Black, senta em cima do meu rosto, meu amor. Faz assim: põe os pés ao lado da minha cabeça, adianta o corpo, se apóia no encosto da cama; vira as solas dos pés para cima e deita, uma e outra, sobre o meu ombro. Depois, vem, senta, sem soltar demais o peso, segurando ainda no encosto da cama. Carmesim, senta-te sobre a minha pélvis, de costa para Black, e encaixa o meu falo no teu corpo. Já fizemos isso antes?... Como no Kama Sutra? Vidas passadas?... Enfim. Sente o meu pau quente, duro na tua mão e mergulha fundo na tua carne, matando todo esse desejo enrustido. Fecha os olhos, segura as minhas pernas arqueadas... E fode. Fode o melhor que poder. Sente que pulso dentro de ti; sente e torna isto real junto de Deus, dos anjos, da Poesia. Black, há um espelho no teto, nota, para que eu possa assistir a tudo. Move o teu quadril me ajudando a passar a língua morna pelas flores mais lindas e atrevidas do teu corpo; sente as minhas mãos nas tuas ancas, controlando o teu ir e vir.

 

Anil, meu anjo Anil, vem tu, agora. Apóia os joelhos sobre a cama e começa a beijar Carmesim. Alisa o seu corpo, sua pele. Não quero que faça muita coisa, hoje. Não quero que se exponha muito. Os cabelos dela estão presos; solta-os. Lambe o seu pescoço, seu rosto. Sinta o afã dela: está vesguinha, a boca muito aberta. Vou puxar seus cabelos que acaba de soltar. Morda o seu lábio. O seu mamilo, suavemente.

 

Black, olha para cima, para o espelho, pára de apenas imaginar: vê a cena que descrevo. Sente a minha língua no teu corpo, desliza sobre essa língua, vai e vem.

Anjo Anil, vem beijar Black; passa a língua sobre seus mamilos, sobre sua língua, engole o seu fôlego, amassa os seus seios.

 

Carmesim, força, meu bem, força! me fode, me come; alisa a minha perna suada a despeito do frio, sente os pêlos na tua palma. Alisa as costas dos meus pés -- você gosta, não? Alisa, sente as veias saltadas, o suor: eu calço 46, te lembras? Toca as minhas bolas, a base do meu pau enfiado na tua carne; desenha um semi-círculo sobre ele com a ponta do teu dedo molhada de saliva... Hunm. Eu posso demorar... muito tempo. Aproveita, te joga, com quem se joga de um precipício... sem medo do medo, só te joga. Vai e vem... sss. Maravilhosa. Achei teu pé franzido aqui perto do meu quadril... Hunm. Ainda será meu? Quem sabe?...

Acho agora os pés de Black, bem franzidinhos sobre os meus ombros. Aaai... Que delícia te chupar assim, bebê. Sente, deixa ser real e indelével... No infinito.

 

Anil..., meu Anjo. Assume agora o teu lugar; empurra, delicadamente, as meninas para longe de mim. Deita aqui, põe o meu pau na tua carne, já bem quente e rijo. E me dá essa tua boca. Essa tua língua. Black, põe os pezinhos aqui, onde eu e Anil possamos chupá-los, mordê-los, degustá-los. Carmesim, passa a tua língua no meu saco, enquanto eu fodo Anil. E passa a língua nela também, se quiser... Quero as duas se masturbando, Black e Carmesim. Quero uma masturbando a outra, agora, e assistindo a ânsia de Anil sobre mim; ouçam sua voz, seus gemidos... aah sss aaarrr... E os meus.

 

Não fiz rascunho disto. Nem revisei ainda. Está como me veio agora, chegando do treino, a camiseta ainda molhada de suor.

 

Venham as três beijar a minha boca, disputar a minha língua. E respondem em coro: por que eu posso fazer isto, que estou, concretamente, a fazer com as três de uma só vez? "Porque tu és a encarnação simultânea de Apolo e Dioniso". De novo... Ouçam o seu próprio coro.

 

As três de costas na cama, agora. Vou me levantar..., olhar, apreciar. E começar tudo de novo.

 

 

Igor Buys

05/2018

 

 

Foto da Rede

 

 

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