COLOMBINA MULHER

Colombina mulher que desce do trem, que sobe o degrau do carro de platina, serpentes, serpent- inas e onças aladas. Colombina mulher que pisa lentejoula asfalto e purpurina; que desce do morro que sobe a esquina, não foge à guerrilha e chega a Presidenta, destaque e diretora. Colombina mulher portando a bandeira da pátria, do sonho, que recusa a fome a mágoa, o silêncio: do sangue vertido abre a flor do samba: em balé e alvorada desenha esperança. Colombina mãe, irmã companheira em armas e rosas em tocha, contralto das greves, graves clamores e hinos; rendeira dos violinos e bilros, das fábricas e dos concertos pol- íticos heróicos em sol. É tempo de cantar-te um samba em soneto, e erguer-te um brinde na madruga que se recusa a ser de pranto: insiste em ser de prata e canto. Igor Buys 08-03-2011 a 16/03/2018

Ariadna Gutierrez

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