VALENTINE WEIß

Amar-te a ti e não saber

onde começa o sonho
onde termina o tempo.
A mão suspensa no ar,
o olhar espelhando-te
as luzes e formas sutis.
És Anjo, potência, íris!
És o quase e o sempre...
Eu sou como um lago
ardendo em Aurora;
minha voz é de nuvens,
vapor de ouro e cobre,
formando flores, ecos.
Vêm a chuva, o vento;
trova e trovejo já sou!

cavo azuis d'além-treva:
em mim as tuas cores
se reordenam, cantam.


E cada Palavra é filha
da nossa carne casada,
rebento morno, sonoro,
que, enfim, te entrego,
— eu maieuta e amante,
envolta aqui, em branco.


Igor Buys
14 de fevereiro de 2011

 

 

 

 

 

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