DR. LAIR RIBEIRO, DELEUZE E OS NÔMADES CARNÍVOROS

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Devo muito ao Dr. Lair Ribeiro. Mesmo sem ter feito, ainda, até o momento, uma consulta com ele, e, confesso, sequer assinado, via Rede, a sua, com certeza, impagável Academia.

 

Os vídeos desse médico filósofo brasileiro -- melhor definição possível para Ribeiro --, versando especificamente sobre Nutrologia e publicados no YouTube, com entrevistas, palestras ou, por vezes, apenas trechos de entrevistas e palestras me moveram a pesquisar, testar em mim mesmo e adaptar uma série ampla de tecnologias alimentares, as quais melhoraram significativamente a minha qualidade de vida.

 

Curiosamente, o Dr. Lair Ribeiro não é mais convidado a aparecer na mídia corporativa, há certo tempo, enquanto meros imitadores seus, de muito menor valor, expressão e influência o são, amiúde. O que, exatamente, motiva essa atitude da mídia depravada brasileira não está de todo claro; podem ser suas críticas frontais e contumazes à política da indústria farmacêutica, de que foi alto executivo, nos EUA, anos atrás; pode ser toda uma série de denúncias graves, contra a indústria de refrigerantes e adoçantes ou contra desvios de conduta da gestão pública, ao adicionar flúor e cloro à água de beber que nos chega às casas. E, o que soa mais crível, pode ser tudo isso junto somado o impacto perturbador que têm todos os discursos avassaladoramente revolucionários, em qualquer campo do saber e do pensamento. O fato é que essa exclusão, que parece não afetá-lo moralmente em qualquer medida, sendo já um homem na casa dos setenta e muito bem-sucedido, é mais um fator gerador de simpatia a envolvê-lo numa aura, que irá brilhar por muito tempo ainda, depois de completado o seu ciclo de existência.

 

Sou um carnívoro por excelência. Sinto-me assim, desde que sei sentir algo a respeito de mim mesmo. E, através do Dr. Lair, descobri uma inusitada relação entre o fato de eu ser um paciente do grupo sangüíneo O e essa minha condição inata. Sou, segundo uma tese médica muito interessante, descendente dos -- nômades caçadores, tão decantados por Deleuze, e o sangue O positivo o atestaria, segundo a tese em questão. Também faria da ingesta de carne, inclusive vermelha, nas palavras do Dr. Lair, um "remédio" ou bálsamo para mim. Isso me chegou pela primeira vez através de um trecho de vídeo do médico de, talvez, apenas um minuto de duração e mudou a minha vida.

 

A dieta que faço, hoje, -- é cetogênica: me alimento, basicamente, de ovos -- algo entre sete ou oito ovos inteiros e uma dúzia destes ao dia -- e de carnes: peito de frango, carne suína e bovina, tudo sempre deliciosamente assado na fritadeira a vapor ou na churrasqueira elétrica. Sem mencionar, é claro, os óleos de alta qualidade -- real base energética da minha alimentação. Só de azeite extravirgem, prensado a frio e engarrafado em continentes de vidro escuro, consumo de 100 a 125 ml diariamente, i.e., uma garrafa padrão, daquelas de 500 ml, dura entre quatro e cinco dias na minha geladeira, depois de aberta.

 

Sei que a minha "ingestão diária de calorias", para usar de uma expressão difundida, embora, possivelmente problemática, é muito, muito alta -- apesar de não fazer cálculos precisos a respeito -- e eu não engordo; só ganho peso, quando ganho, em massa magra.

 

As dietas denominadas “LCHF” estão em plena voga, mesmo vindo na contramão da onda de veganismo imposta pela ideologia racista de ultradireita chamada Human Rights: basicamente, a ideologia da globalização, ou imperialismo moderno, segundo a qual um grupo específico de etnias teria recebido o condão de engendrar um Direito universal, absurdamente válido para todos os povos e culturas, que, uma vez afrontado, faz desencadear, por parte da nação hegemônica e aliadas militares e comerciais, desde sanções econômicas cruéis até guerras genocidas e infanticidas absolutamente bárbaras.

 

Os críticos essenciais de Human Rights são o já mencionado Deleuze -- vide "Abecedário de Deleuze" -- e, sobretudo, Zizek, este em artigos como "Contra os Direitos Humanos". As vociferações da direita folclórica e integralista a respeito desse mesmo tema, falando -- no bom paulistanês -- em "direi' dos mano" e etc., obviamente, não contam.

 

Não contam, outrossim, os paralogismos bizarros e deformantes da ideologia liberal, procurando convencer os inocentes do Leblon e de outras paragens de que, se alguns animais de criação são maltratados -- e isso é constantemente exposto em fotografias chocantes, perturbadoras --, a solução para o problema não é o Estado exercer o seu poder de polícia para fiscalizar e, eventualmente, sancionar os mal tratadores, mas, sim, -- e aqui caberia o riso extenuado dos que pensam -- as pessoas deixarem de consumir carne e, acredite, até ovos!… Isso num País que, salvo engano, ainda possui o maior rebanho bovino comercial da Terra: literalmente, um número maior desses animais que o de humanos, tendo, ao mesmo tempo, deixado de estar inscrito no dito Mapa da Fome, há bem pouco tempo.

 

Ora, não nos tornemos nós mesmo, para usar de um termo nietzschiano: animais de rebanho. Sejam quais forem as vias que tomemos para a nossa autodeterminação, que sejam, realmente, de fato e de direito, integralmente as nossas vias, e não as de algum tipo de “Big Brother” orwelliano profético, que pode estar no seu bolso ou nas suas mãos, neste momento, mas, quando crê que olha para ele, ele é quem, talvez, olhe adentro de si, a lhe pesquisar e dar “inputs” o tempo todo.

 

Igor Buys
16 de janeiro de 2017

 

 

Dr. Lair Ribeiro. Cópia de tela de vídeo editada.

 

 

 

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