• poesia; in "Manelo de Áscuas", 1999

O RELÓGIO DE PAREDE


Uma poesia de que meu pai gosta

O relógio de parede parado. O relógio de parede comunica estar parado tão logo se lhe bate os olhos sobre: assim se esbate em gelo, sobre a íris de um cadáver, a última palavra latente, pendente, emudecida. O relógio de parede, parado, dá notícia da hora que nunca volta, apenas revolta, notícia válida em todo tempo. O relógio, de parado,                        parede.          Igor Buys, poesia de juventude

publicada em "Manelo de Áscuas", 1999

Foto doméstica

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